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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Passado
A internet é realmente incrível, diante de todas as possibilidades. Uma cabeça cheia de idéias e, de repente, ela se torna uma ferramenta muito útil.
Aprendi a utilizar os downloads feitos por torrent e minha vida realmente mudou. Lembrei-me de filmes que eu vi no cinema quando criança. De seriados antigos de TV e de programas infantis. Está tudo lá, guardado e documentado, esperando ser redescoberto pelas crianças.
Comecei a abrir esta porta. Baixei os filmes “A garota de rosa choque” e “Curtindo a vida adoidado”. As crianças não curtiram tanto quanto eu. Questão de embaçamento da mente, já que estes filmes fizeram parte da minha adolescência, não da infância. Cada coisa tem o seu momento certo. Fui mais fundo na mente, então me lembrei dos filmes do “de volta para o futuro”. Dias depois o download estava completo, dublado e cheio de extras. A minha filha mais velha adorou e pediu para ver comigo.
Nós na garganta foram diversos. Principalmente durante os momento finais do filme, num diálogo Dr. Emmett "Doc" Brown diz, encerrando a trilogia:
- O futuro não está escrito, ainda não aconteceu. Ele é feito do seu presente. Por isso, façam o melhor que puder.
Lágrimas escondidas nas faces, não consegui me conter e corri da sala. Mal posso esperar para baixar “Goonies”.
Aprendi a utilizar os downloads feitos por torrent e minha vida realmente mudou. Lembrei-me de filmes que eu vi no cinema quando criança. De seriados antigos de TV e de programas infantis. Está tudo lá, guardado e documentado, esperando ser redescoberto pelas crianças.
Comecei a abrir esta porta. Baixei os filmes “A garota de rosa choque” e “Curtindo a vida adoidado”. As crianças não curtiram tanto quanto eu. Questão de embaçamento da mente, já que estes filmes fizeram parte da minha adolescência, não da infância. Cada coisa tem o seu momento certo. Fui mais fundo na mente, então me lembrei dos filmes do “de volta para o futuro”. Dias depois o download estava completo, dublado e cheio de extras. A minha filha mais velha adorou e pediu para ver comigo.
Nós na garganta foram diversos. Principalmente durante os momento finais do filme, num diálogo Dr. Emmett "Doc" Brown diz, encerrando a trilogia:
- O futuro não está escrito, ainda não aconteceu. Ele é feito do seu presente. Por isso, façam o melhor que puder.
Lágrimas escondidas nas faces, não consegui me conter e corri da sala. Mal posso esperar para baixar “Goonies”.
domingo, 7 de setembro de 2008
Hipocrisia
Ouvi à muito tempo atrás que eu não poderia comprar uma moto. Porque eu era pai de família, porque era muito perigoso, porque não havia cabimento. Concordei, pois moto era sinônimo de aventura e egoísmo, já que serve a apenas uma (ou duas) pessoa(s). Deixei de lado, já que realmente não havia condições de tê-la.
Meu intuito era, na época, facilitar a minha locomoção ao trabalho e talvez conseguir voltar a estudar. Mas tudo perdeu a lógica com os argumentos que ouvi e concordei.
Ontem, exatamente na minha folga, ouvi outra coisa que não me agradou. Ela havia andado na garupa de motos na juventude não tão distante. Minha mente, depois de alguns minutos de fermentação, explodiu em uma revelação que não consegui guardar para mim.
Estávamos indo para uma noite à sos e no meio da estrada eu disse: Hipocrisia. Ela não entendeu então eu disse novamente: Hipocrisia, esse é o nome. Comecei a briga que acabou com a noite, mas não consegui evitar.
Existe sim um homem para casar e outro para namorar. Por namorar entende-se curtir. E eu era o cara pra casar. Me senti um trouxa, uma possibilidade mais segura. Senti como se um enorme nariz de palhaço estivesse colado em mim a vida toda. Ou seja, depois de curtir a vida, com caras que não serviam para constituir família, eu fui o cara que gostou dela e que merecia mais confiança.
Pudera: Óculos na cara, um emprego estável, uma família que me apoiava. Amigos de infância e um crédito invejável na praça. Poucos relacionamentos, a maioria com mais de um ano. Perfeito... um otário.
Talvez não exista nada do que eu digo. Talvez eu esteja só viajando. Talvez eu tenha brigado por nada. Mas foi assim que eu me senti na hora.
Meu intuito era, na época, facilitar a minha locomoção ao trabalho e talvez conseguir voltar a estudar. Mas tudo perdeu a lógica com os argumentos que ouvi e concordei.
Ontem, exatamente na minha folga, ouvi outra coisa que não me agradou. Ela havia andado na garupa de motos na juventude não tão distante. Minha mente, depois de alguns minutos de fermentação, explodiu em uma revelação que não consegui guardar para mim.
Estávamos indo para uma noite à sos e no meio da estrada eu disse: Hipocrisia. Ela não entendeu então eu disse novamente: Hipocrisia, esse é o nome. Comecei a briga que acabou com a noite, mas não consegui evitar.
Existe sim um homem para casar e outro para namorar. Por namorar entende-se curtir. E eu era o cara pra casar. Me senti um trouxa, uma possibilidade mais segura. Senti como se um enorme nariz de palhaço estivesse colado em mim a vida toda. Ou seja, depois de curtir a vida, com caras que não serviam para constituir família, eu fui o cara que gostou dela e que merecia mais confiança.
Pudera: Óculos na cara, um emprego estável, uma família que me apoiava. Amigos de infância e um crédito invejável na praça. Poucos relacionamentos, a maioria com mais de um ano. Perfeito... um otário.
Talvez não exista nada do que eu digo. Talvez eu esteja só viajando. Talvez eu tenha brigado por nada. Mas foi assim que eu me senti na hora.
sábado, 30 de agosto de 2008
1995
Como era bom adentrar a sala de aula, olhar em volta e ver pixações sem sentido, riscadas ou grafadas em pincel atômico... Um tipo de arte pouco ortodoxa, mas muito vigorosa e violenta: perfeita para quem estava revoltado com o mundo como se apresentava. Ouvir a música do Papa Winnie era o máximo durante a inda e vinda da aula. Durante uma hora de viajem, o ônibus se tornava uma forma de cama ambulante para os festeiros de final-de-semana. Sempre havia aquela hora para ouvir o radinho e para cantar “You are my sunshine, Yeahh. My only sunshine, right...” e aquilo fazia a noite parecer ter valido a pena.
Sempre tirava uma soneca na bancada antes de começar a aula.O professor era bem camarada, e às vezes tirava a soneca dele também. Tudo em casa.
Sonhava? Nem sonhava em escrever essas linhas. Muito menos nos acontecimentos que me trouxeram até aqui, atrás deste teclado, para juntar pedaços do passado, pensamentos do presente e esperanças para o futuro. Lembrava apenas do dia em que um caminhão havia causado um acidente em frente à escola, que tinha sido feio e que apenas o motorista havia se ferido.
Foi nessa época que eu tomei conhecimento de Porto Alegre, cidade vizinha, capital dos gaúchos. Ela se abriu em minha frente como uma selva de oportunidades e monstros bizarros, escondidos nos cantos escuros da minha malandragem limitada e meu parco conhecimento das ruas. Tive medo e anseio, pavor e curiosidade, terror e revelação durante meses à fio. Descobertas inúmeras fiz naquela época. Conheci pessoas incríveis e tive experiências ruins. Tudo muito bem aproveitado em um módulo cerebral chamado de aprendizado.
Tenho saudades de Porto Alegre. Talvez não da localização da cidade, ou de estar inserido nos limites dela. Sinto falta de estar vagando pelas ruas, sozinho ou com amigos, sem absolutamente nada de importante para fazer. Saudade de descobrir um sebo, um fliperama, uma loja de presentes legal. Saudades de entrar numa tabacaria e comprar um avulso importado por 25 cents. De sentar numa calçada qualquer, comento um morte lenta do centro, curtindo a tarde do vai e vem dos camelôs. De entrar em um fliperama clandestino no coração da cidade, fumar e jogar a tarde toda, gastando o dinheiro do lanche. Entrar na livraria globo, comprar um livro de bolso e ler no ônibus de volta pra casa.
Sem chance, o tempo não volta pra trás. Minha idade não mente e minha barriga denota falta de cuidado pessoal de longa data. Adeus sensação de extrema liberdade desta época. Que venha o desafio de sentir tudo isso de novo, de outra forma.
Sempre tirava uma soneca na bancada antes de começar a aula.O professor era bem camarada, e às vezes tirava a soneca dele também. Tudo em casa.
Sonhava? Nem sonhava em escrever essas linhas. Muito menos nos acontecimentos que me trouxeram até aqui, atrás deste teclado, para juntar pedaços do passado, pensamentos do presente e esperanças para o futuro. Lembrava apenas do dia em que um caminhão havia causado um acidente em frente à escola, que tinha sido feio e que apenas o motorista havia se ferido.
Foi nessa época que eu tomei conhecimento de Porto Alegre, cidade vizinha, capital dos gaúchos. Ela se abriu em minha frente como uma selva de oportunidades e monstros bizarros, escondidos nos cantos escuros da minha malandragem limitada e meu parco conhecimento das ruas. Tive medo e anseio, pavor e curiosidade, terror e revelação durante meses à fio. Descobertas inúmeras fiz naquela época. Conheci pessoas incríveis e tive experiências ruins. Tudo muito bem aproveitado em um módulo cerebral chamado de aprendizado.
Tenho saudades de Porto Alegre. Talvez não da localização da cidade, ou de estar inserido nos limites dela. Sinto falta de estar vagando pelas ruas, sozinho ou com amigos, sem absolutamente nada de importante para fazer. Saudade de descobrir um sebo, um fliperama, uma loja de presentes legal. Saudades de entrar numa tabacaria e comprar um avulso importado por 25 cents. De sentar numa calçada qualquer, comento um morte lenta do centro, curtindo a tarde do vai e vem dos camelôs. De entrar em um fliperama clandestino no coração da cidade, fumar e jogar a tarde toda, gastando o dinheiro do lanche. Entrar na livraria globo, comprar um livro de bolso e ler no ônibus de volta pra casa.
Sem chance, o tempo não volta pra trás. Minha idade não mente e minha barriga denota falta de cuidado pessoal de longa data. Adeus sensação de extrema liberdade desta época. Que venha o desafio de sentir tudo isso de novo, de outra forma.
sábado, 2 de agosto de 2008
Crescer
Desde os 15 anos de idade eu trabalho fora de casa. Estágios, empregos regulares e bicos sometimes, sempre com o intuito de adquirir algo. Objetivos, nem sempre alcançados, traçam o meu perfil profissional. Uma televisão, um DVD... criar um filho, comprar um carro. Sempre corri atrás do que é meu e acreditava inocentemente que isso era crescimento.
Acreditava.
Na realidade, crescer é muito difícil. Nem sequer eu sei ao certo o que isso significa. Dar valor real às coisas, talvez. Saber a hora e o local de agir, acertar mais vezes do que errar. Quem sabe um dia dizer “não” pela primeira vez. Cada pessoa tem o seu momento. Talvez “crescer” seja reconhecer este momento.
:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:o:
Tenho trabalhado em horários castradores. Do ponto de vista literário e pessoal, sou um deserto de autonomia discutível. Nem ao menos tenho tempo de escrever no meu caderno, quando consigo tira-lo à tempo da pasta. Das idéias sobram poucas linhas, tão vagas quanto discurso eleitoral.
Pois foi justamente aí que reconheci o meu momento. Com a notícia de que meu fim-de-semana seria novamente de trabalho, com um aviso de 2 dias de antecedência, minha mente começou a funcionar de uma maneira diferente. A promessa de um passeio no domingo para a Rafaela, e a impressão inquietante de estar sendo desrespeitado, me levou à sala do gerente com alguns questionamentos. Ele me pediu um tempo para poder conversar, sendo que aguardei no me posto de trabalho por quase 40 minutos. Foram 40 minutos de compaixão de alguns colegas com minha cara de descontente, e o desencorajamento de outros, como se ficar quieto e aceitar fosse uma opção.
Sentado à frente do gerente, depois de 40 minutos de tortura mental, me faziam suar como um boi no brete. Respirei fundo e mandei tudo, de uma só vez, no colo dele.
Não, eu não vomitei, caso seja isto que está pensando. Fui sincero e só isso. Minha mãe, no auge de sua sabedoria, um dia me disse que a verdade é sempre a melhor escolha. Sai da sala com tudo resolvido e com um final-de-semana para curtir com a família. Muitas vezes, é só abrir a boca para conseguir o que se quer.
Acreditava.
Na realidade, crescer é muito difícil. Nem sequer eu sei ao certo o que isso significa. Dar valor real às coisas, talvez. Saber a hora e o local de agir, acertar mais vezes do que errar. Quem sabe um dia dizer “não” pela primeira vez. Cada pessoa tem o seu momento. Talvez “crescer” seja reconhecer este momento.
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Tenho trabalhado em horários castradores. Do ponto de vista literário e pessoal, sou um deserto de autonomia discutível. Nem ao menos tenho tempo de escrever no meu caderno, quando consigo tira-lo à tempo da pasta. Das idéias sobram poucas linhas, tão vagas quanto discurso eleitoral.
Pois foi justamente aí que reconheci o meu momento. Com a notícia de que meu fim-de-semana seria novamente de trabalho, com um aviso de 2 dias de antecedência, minha mente começou a funcionar de uma maneira diferente. A promessa de um passeio no domingo para a Rafaela, e a impressão inquietante de estar sendo desrespeitado, me levou à sala do gerente com alguns questionamentos. Ele me pediu um tempo para poder conversar, sendo que aguardei no me posto de trabalho por quase 40 minutos. Foram 40 minutos de compaixão de alguns colegas com minha cara de descontente, e o desencorajamento de outros, como se ficar quieto e aceitar fosse uma opção.
Sentado à frente do gerente, depois de 40 minutos de tortura mental, me faziam suar como um boi no brete. Respirei fundo e mandei tudo, de uma só vez, no colo dele.
Não, eu não vomitei, caso seja isto que está pensando. Fui sincero e só isso. Minha mãe, no auge de sua sabedoria, um dia me disse que a verdade é sempre a melhor escolha. Sai da sala com tudo resolvido e com um final-de-semana para curtir com a família. Muitas vezes, é só abrir a boca para conseguir o que se quer.
domingo, 20 de julho de 2008
Breve resumo dos últimos acontecimentos
Durante os últimos meses, talvez durante o último ano, eu estive tão envolvido com família, negócios e dormir (sim, eu durmo um pouco) que não consegui sequer responder meus e-mails ou visitar os blogs de que gosto. Muito menos ainda, tive tempo de escrever e postar neste meu caro espaço, onde sempre mantive meus textos organizados com apreço.
Olho agora, durante o exato momento em que escrevo, para o meu pobre caderno de anotações. Ele foi tão utilizado nos vai e vens do trabalho, tão requerido nestes últimos tempos, que anda cansado de ser o meu analista. As folhas estão amarelando, os cantos estão ficando arredondados e os seus dias estão contados.
Vou descrever seqüencialmente o que aconteceu desde julho de 2007:
- 01/07/07. Trabalhava tranqüilamente em uma empresa de multinacional Brasileira (gaúcha na verdade) de médio porte, com grandes chances na carreira. Tinha ganhado uma valiosa promoção a menos de 1 mês e tinha as tardes livres em frente ao computador. Resolvia problemas e ainda tinha tempo de escrever, blogar, conversar e ser livre. Poucas vezes fazia horas extras, e ganhava um pouco a menos da média da minha categoria.
- 07/07/07. Esta foi a data cabalística do início de minhas correrias. Consegui um ótimo emprego, com ótimo salário para os meus padrões, numa empresa de mega porte.
- 08/07/07. Descobri, sem perceber o tamanho da mudança que estava por vir, que meu novo horário de trabalho seria das 16:10hs às 2:20hs. Nesta mesma data descobri que não tinha mais uma semana comum de trabalho como os outros mortais. Eu estava trabalhando em escala agora, mais precisamente em uma semana de 12 dias. Eu trabalharia quatro dias para folgar dois, depois mais quatro dias para poder folgar um. Ou seja, passava um final de semana em casa a cada 75 dias. Uma beleza.
- 09/07/07. Percebi que o não havia feito um negócio tão bom assim.
- 13/08/07. Recebi, por telefone, a proposta de internet rápida da única empresa que disponibiliza o sinal na minha região. Por segurança financeira, nego o serviço antes de me organizar.
- 01/09/07. Recebi o meu primeiro contra-cheque e a vida começou a fazer sentido novamente. Poderia, com a rescisão da outra empresa e mais minhas economias, comprar um carro para a família e começar a sonhar alto com uma casa só nossa. Descobri como é importante ter poder de compra, e descobri que havia vivido tempo demais correndo atrás da máquina. Havia chegado o momento de capitalizar.
- 12/09/07. Tento me dar de presente de aniversário uma internet rápida. Entro numa fila de espera de meses.
- 20/09/07. Comprei o nosso primeiro carro. Um palio vermelho com 9 anos de idade, que batemos o olho escolhemos unanimemente. Minha primeira grande aquisição, depois de anos passando trabalho.
- 12/10/07. Primeiro Dia das Crianças em que não tenho pesadelos com as crianças infelizes.
- 25/12/07. Primeiro Natal em que não tenho pesadelos com as crianças infelizes. Conseguimos fazer um agrado a quase todo parente próximo e ainda fizemos uma ceia divina.
- 15/02/08. Percebo que não tenho mais tempo para quase nada e que não tiro férias à 3 anos. Mal visito meu blog e não consigo nem ler os meus e-mails.
- 01/03/08. Ganho o direito de folgar 2 finais de semana com minha família por mês. Parece que as coisas vão melhorar.
- 07/04/08. Recebo uma proposta por telefone de internet rápida. Aceito na hora, me cadastro e faço tudo bonitinho.
- 30/04/08. Perco o serviço da babá das crianças pela manhã. Eu já não tinha tempo, agora então. Fazer almoço e ser acordado pela Rafinha às 9:00 hs todos os dias está acabando com a minha beleza. Lembrando que vou dormir sempre às 4:00.
- 20/05/08. Ligo para perguntar o porquê da demora da instalação da internet, quando sou surpreendido pela resposta “O seu cadastro não foi efetuado, senhor”. Lembrei de palavrões que havia esquecido.
- 05/06/08. Encaminhamos, eu e a Faby, toda a papelada para nossa união civil. Marcamos a data e convidamos os padrinhos. Se for pra estar casados, pelo menos vamos fazer direito.
- 22/06/08. Nova proposta de internet banda larga por telefone. Com muito cuidado, chequei todos os dados da empresa que me contatou e me assegurei de que meus dados não seriam utilizados em transações ilícitas.
- 23/07/08. A Rafa aprende a acordar, fazer o seu próprio café e me chamar depois das 10:00, olhando desenhos na televisão.
- 25/07/08. Com tudo instalado, ligo para pedir que o sinal de banda larga seja liberado.
- 27/07/08. Depois de uma cerimônia relâmpago no 1º cartório cível de Cachoeirinha, uma festa junina na escolinha da Rafa e uma colisão do nosso carro com o portão, recebemos os nossos convidados (1/2 dúzia de familiares e os padrinhos) em nossa humilde casa para uma comilança. Sem bebidas alcoólicas, devido à lei seca.
- 17/07/08. Banda larga “mode on” bombando em casa.
Já, mais informações sobre a minha vida e textos mofados retirados do caderninho.
Olho agora, durante o exato momento em que escrevo, para o meu pobre caderno de anotações. Ele foi tão utilizado nos vai e vens do trabalho, tão requerido nestes últimos tempos, que anda cansado de ser o meu analista. As folhas estão amarelando, os cantos estão ficando arredondados e os seus dias estão contados.
Vou descrever seqüencialmente o que aconteceu desde julho de 2007:
- 01/07/07. Trabalhava tranqüilamente em uma empresa de multinacional Brasileira (gaúcha na verdade) de médio porte, com grandes chances na carreira. Tinha ganhado uma valiosa promoção a menos de 1 mês e tinha as tardes livres em frente ao computador. Resolvia problemas e ainda tinha tempo de escrever, blogar, conversar e ser livre. Poucas vezes fazia horas extras, e ganhava um pouco a menos da média da minha categoria.
- 07/07/07. Esta foi a data cabalística do início de minhas correrias. Consegui um ótimo emprego, com ótimo salário para os meus padrões, numa empresa de mega porte.
- 08/07/07. Descobri, sem perceber o tamanho da mudança que estava por vir, que meu novo horário de trabalho seria das 16:10hs às 2:20hs. Nesta mesma data descobri que não tinha mais uma semana comum de trabalho como os outros mortais. Eu estava trabalhando em escala agora, mais precisamente em uma semana de 12 dias. Eu trabalharia quatro dias para folgar dois, depois mais quatro dias para poder folgar um. Ou seja, passava um final de semana em casa a cada 75 dias. Uma beleza.
- 09/07/07. Percebi que o não havia feito um negócio tão bom assim.
- 13/08/07. Recebi, por telefone, a proposta de internet rápida da única empresa que disponibiliza o sinal na minha região. Por segurança financeira, nego o serviço antes de me organizar.
- 01/09/07. Recebi o meu primeiro contra-cheque e a vida começou a fazer sentido novamente. Poderia, com a rescisão da outra empresa e mais minhas economias, comprar um carro para a família e começar a sonhar alto com uma casa só nossa. Descobri como é importante ter poder de compra, e descobri que havia vivido tempo demais correndo atrás da máquina. Havia chegado o momento de capitalizar.
- 12/09/07. Tento me dar de presente de aniversário uma internet rápida. Entro numa fila de espera de meses.
- 20/09/07. Comprei o nosso primeiro carro. Um palio vermelho com 9 anos de idade, que batemos o olho escolhemos unanimemente. Minha primeira grande aquisição, depois de anos passando trabalho.
- 12/10/07. Primeiro Dia das Crianças em que não tenho pesadelos com as crianças infelizes.
- 25/12/07. Primeiro Natal em que não tenho pesadelos com as crianças infelizes. Conseguimos fazer um agrado a quase todo parente próximo e ainda fizemos uma ceia divina.
- 15/02/08. Percebo que não tenho mais tempo para quase nada e que não tiro férias à 3 anos. Mal visito meu blog e não consigo nem ler os meus e-mails.
- 01/03/08. Ganho o direito de folgar 2 finais de semana com minha família por mês. Parece que as coisas vão melhorar.
- 07/04/08. Recebo uma proposta por telefone de internet rápida. Aceito na hora, me cadastro e faço tudo bonitinho.
- 30/04/08. Perco o serviço da babá das crianças pela manhã. Eu já não tinha tempo, agora então. Fazer almoço e ser acordado pela Rafinha às 9:00 hs todos os dias está acabando com a minha beleza. Lembrando que vou dormir sempre às 4:00.
- 20/05/08. Ligo para perguntar o porquê da demora da instalação da internet, quando sou surpreendido pela resposta “O seu cadastro não foi efetuado, senhor”. Lembrei de palavrões que havia esquecido.
- 05/06/08. Encaminhamos, eu e a Faby, toda a papelada para nossa união civil. Marcamos a data e convidamos os padrinhos. Se for pra estar casados, pelo menos vamos fazer direito.
- 22/06/08. Nova proposta de internet banda larga por telefone. Com muito cuidado, chequei todos os dados da empresa que me contatou e me assegurei de que meus dados não seriam utilizados em transações ilícitas.
- 23/07/08. A Rafa aprende a acordar, fazer o seu próprio café e me chamar depois das 10:00, olhando desenhos na televisão.
- 25/07/08. Com tudo instalado, ligo para pedir que o sinal de banda larga seja liberado.
- 27/07/08. Depois de uma cerimônia relâmpago no 1º cartório cível de Cachoeirinha, uma festa junina na escolinha da Rafa e uma colisão do nosso carro com o portão, recebemos os nossos convidados (1/2 dúzia de familiares e os padrinhos) em nossa humilde casa para uma comilança. Sem bebidas alcoólicas, devido à lei seca.
- 17/07/08. Banda larga “mode on” bombando em casa.
Já, mais informações sobre a minha vida e textos mofados retirados do caderninho.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Minha
Metade
Avesso ao
Ventre
De felicidade
Flores
Do Suave
Preenche
Minha
Vida
Te devo
Metade
Avesso ao
Ventre
De felicidade
Flores
Do Suave
Preenche
Minha
Vida
Te devo
Metade
Minha
Complemento
Completo
Repleto
E fruto
Ao bruto
Minha vida
Existência
E morte
A felicidade
Minha
Complemento
Completo
Repleto
E fruto
Ao bruto
Minha vida
Existência
E morte
A felicidade
Minha Metade
Metade Minha
Avesso ao Complemento
Ventre Completo
De felicidade Repleto
Flores E fruto
Do suave Ao Bruto
Preenche Minha vida
Minha Existência
Vida E morte
Te devo A Felicidade
Metade Minha
Avesso ao Complemento
Ventre Completo
De felicidade Repleto
Flores E fruto
Do suave Ao Bruto
Preenche Minha vida
Minha Existência
Vida E morte
Te devo A Felicidade
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